GRUPO DE TRABALHO PARA PROTEÇÃO TRANSFRONTEIRIÇA (GTT) BRASIL-PERU

Criado em abril de 2005, o Grupo de Trabalho para Proteção Transfronteiriça (GTT) da Serra do Divisor e Alto Juruá – Brasil/Peru é formado por organizações da sociedade civil solidárias aos direitos dos povos indígenas, à proteção das florestas e à biodiversidade regional. O Grupo discute as políticas públicas e os grandes projetos de infra-estrutura em curso e previstos, na fronteira internacional Brasil-Peru, analisando seus impactos socioambientais sobre as terras indígenas e as unidades de conservação da região. O GTT busca pactuar e propor estratégias dos povos indígenas, seringueiros e agricultores, e de suas organizações de representação, para garantir o reconhecimento e a proteção das terras indígenas e unidades de conservação, bem como o uso sustentável e a conservação dessas florestas, situadas numa das regiões que apresenta os maiores índices de biodiversidade no planeta. O objetivo é elaborar uma pauta e monitorar as ameaças da fronteira, construindo mecanismos que ajudem o poder público dos dois países a trabalharem em ações que promovam o bem-estar das populações residentes nos dois lados da fronteira, e a conservação das diferentes áreas naturais protegidas instaladas nas regiões da Serra do Divisor e do Alto Juruá. Até o primeiro semestre de 2011 no âmbito do GTT foram realizados onze Encontros no Vale de Juruá, oito Oficinas de Informação e Sensibilização para Proteção dos Povos Isolados (TI Kaxinawá do Rio Humaitá, TI Kaxinawá do Seringal Independência, TI Kaxinawá do Rio Jordão, com os moradores dos altos rios Iboiaçu e Muru, no Posto de Vigilância e Proteção da foz do Rio Douro/FPEARE, Comunidade do Douro, aldeias Ashaninka e Madjá do alto rio Envira, na Base do Xinane/FPERE e na TI Mamoadate) e dois Seminários em Rio Branco.

O GTT aproximou os povos indígenas de Ucayali e do Acre para trocar informações, discutir seus problemas, pensar estratégias em comum para a proteção de seus povos e para a conservação da biodiversidade, além de criar uma relação de solidariedade entre os povos indígenas que vivem na faixa de fronteira. Todas as reuniões que o GTT organizou ajudaram para uma melhor mobilização e articulação entre as organizações da sociedade civil organizada com as instituições governamentais, o que conseqüentemente ajudou para a criação do Fórum de Integração Acre/Ucayali.